Está a pensar solicitar o visto Working Holiday para a Alemanha? Recolhemos experiências reais de pessoas que realizaram o processo recentemente a partir de diferentes países para que possa conhecer os requisitos, tempos de espera, custos e dicas práticas antes de se candidatar.
Recorde que no nosso artigo «Visto de trabalho e de férias» explicamos o processo passo a passo e fornecemos todos os formulários necessários para que possa candidatar-se.

Países de proveniência do pedido
TAILÂNDIA
Dado | Informação |
|---|---|
Idade | 30 anos |
Aplicou de | Tailândia (Embaixada de Banguecoque) |
Data de pedido | 4 de março de 2026 |
Aplicou acompanhado | Sim (acompanhado por seu parceiro, em candidaturas individuais) |
Fundos apresentados | Aproximadamente 5.000 € por pessoa |
Seguro de saúde | Mawista (Aqui podem contratá-lo) |
Tempo de aprovação | 6 dias |
Idioma da entrevista | Inglês |
A preparação antes da aplicação
O José começou a preparar a documentação aproximadamente um mês antes da reunião, embora saliente que o requisito mais importante requer um planeamento com bastante mais antecedência: a demonstração de fundos.
Segundo explica, o dinheiro deveria permanecer na conta durante, pelo menos, três meses antes do pedido. Além disso, recomenda evitar movimentos importantes na conta durante esse período, pois poderiam gerar dúvidas durante a revisão, embora no seu caso uma transferência realizada por engano não tenha, no final, afetado o pedido.
Para ele, angariar os fundos foi o maior desafio, enquanto o resto da documentação se mostrou bastante simples de preparar.
Como conseguiu a consulta
José e o seu parceiro acompanharam a disponibilidade de marcações na Embaixada da Alemanha em Banguecoque durante várias semanas.
Observaram que os turnos eram libertados com aproximadamente oito semanas de antecedência e que normalmente apareciam às quartas-feiras. Graças a isto, conseguiram reservar exatamente a data que procuravam sem dificuldades.
Reservaram a consulta em 7 de janeiro de 2026 para assistir à embaixada o 4 de março de 2026.
Como foi a experiência na embaixada
Deixamos a experiência exatamente como o José a descreveu:
Escolhemos esta embaixada, pois vínhamos da Austrália a percorrer o sudeste e passava pelo nosso caminho. Vimos que várias pessoas tratavam disso aqui e era muito rápido, pelo que, juntamente com o meu parceiro, solicitámos a marcação. O portal permitia selecionar datas com dois meses de antecedência; havia muitas disponíveis e eram todas às quartas-feiras. Para contextualizar, pedimos a marcação para 04/03 com datas de voo para 06/05.
Chegámos ao dia da consulta na quarta-feira, 04/03, com toda a papelada que pediam, e alguns extras (como o certificado de antecedentes do Chile, que normalmente não pedem, mas levamos na mesma).
Fizeram-nos entrar por volta das 8h, passei eu primeiro para o balcão e a rapariga pediu-me que entregasse tudo de uma vez. Enquanto ela revia os documentos, fez-me algumas perguntas, algumas delas foram:
Porquê candidata-se a partir de Banguecoque e não de outra embaixada na Ásia? Eu respondi que tinha conhecidos que a tinham tirado lá e que a experiência tinha sido boa, e ele respondeu que os processos mudaram e que o nosso processo seria diferente do dos meus amigos, que o visto podia demorar entre 1 semana a 1 mês, e perguntou-nos se estávamos dispostos a correr o risco de demorar um mês, visto que o nosso próximo voo para fora da Tailândia era em 10 dias. Perguntou-me o que faríamos nesse caso, eu disse-lhe que voltaríamos a tratar do visto no país onde estivéssemos.
Perguntou também qual tinha sido o nosso itinerário após a WH da Austrália, e qual seria a rota após Banguecoque e antes da Alemanha. Também me perguntou quando tinha sido a última vez que fui ao Chile; quantos meses estive na Austrália; perguntou-me se tinha o documento do visto da Austrália, e aí pediu-nos o registo criminal do Chile (antecedentes). Depois começou a rever o CV e perguntou-me se andava com os meus certificados de diploma universitário (tampouco os tinha).
O nosso voo para a Alemanha chega a Frankfurt. Verifiquei o nosso alojamento e era uma pensão que reservámos por 3 semanas (era a mais barata) e ficava em Dreieich, que fica a 10 minutos de metro de Frankfurt, mas a morada não dizia Frankfurt, mas sim Dreieich (começou a dar problemas porque dizia outra cidade). Comentei que esse lugar ficava a 10 minutos de Frankfurt, e ele continuou a responder que não dizia Frankfurt, pelo que me fez alterar o Videx, colocando que o meu destino não era Frankfurt, mas sim Dreieich.
Depois foi a vez da minha parceira, ela começou a rever os documentos um pouco mais depressa, pois era o mesmo itinerário, mas perguntou-lhe a idade. Ela faz 31 anos a 1 de Abril, e ele disse que ela não podia entrar em Maio com 31 anos. Nós dissemos-lhe que tínhamos entendido que para se candidatar era preciso ter 30 anos, mas que podíamos entrar depois com 31 anos. Ele demorou um momento e foi perguntar lá para dentro. Voltou e disse que não. Que se ela obtivesse o visto, tinha de entrar com 30 anos e não com 31 anos em Maio, como tínhamos pensado.
Deram-nos 5 minutos para conversarmos e decidirmos o que fazer. Decidimos candidatar-nos na mesma e que enviaríamos os novos documentos com datas de março para a candidatura por e-mail. Pagámos as taxas (2800 THB) e fomos tratar do voo, seguro e alojamento com datas de março.
Enviámo-lo na mesma quarta-feira, 04/03, e só na sexta-feira, 06/03, solicitaram mais informações à minha parceira, perguntaram-lhe como faria com os seguintes dias de alojamento (nesta nova reserva foram apenas 2 semanas) e também lhe perguntaram se tinham mais fundos bancários.
Na nossa demonstração, foram cerca de 5.000 euros cada um, com 3 meses de antiguidade, e mesmo assim pediram mais fundos (presumimos que porque esta segunda reserva foi mais cara devido à proximidade das datas, já que modificámos tudo para que pudesse entrar aos 30 anos). O meu/minha parceiro/a anexou outras contas bancárias que tinha em seu nome e enviou. Quanto ao alojamento, respondeu que, assim que chegasse à Alemanha, procuraria alojamento de longa duração por questões de conveniência e para fazer as inspeções pessoalmente.
Na segunda-feira, 09/03, recebemos um e-mail ambos a dizer que o visto podia ser aprovado, que devíamos dirigir-nos à embaixada com o passaporte, seguro de saúde por um ano e as datas tentativass de entrada (com o voo se estivesse comprado), pediram-nos para chegar entre as 07:30 e as 09:00 sem marcação. E que tínhamos até 2 meses para ir autenticar o passaporte.
Fomos na terça-feira, 10/03, chegámos perto das 7h15 e deixaram-nos entrar às 8h. Fomos à janela de atendimento, era uma rapariga diferente da que nos atendeu no primeiro dia, entregámos-lhe os documentos, ela verificou as datas, os nomes e se tudo batia certo, e disse para voltarmos por volta das 11h30 do mesmo dia.
Assim que saímos, recebo um e-mail, por volta das 9h, a solicitar o voo de Banguecoque para Tóquio (já que o meu voo final é de Tóquio para Frankfurt). Enviei-lhe todo o itinerário por e-mail, uma vez que passamos pela Coreia do Sul antes. Por sorte, tinha isso pronto, já que a uma rapariga do grupo também lhe tinham pedido o itinerário completo. Respondi-lhe e, 30 minutos depois, envia-me novamente o e-mail a solicitar o voo. Por isso, volto a responder-lhe de forma um pouco mais explícita, dizendo que não tenho um voo direto de Banguecoque para Tóquio, mas sim vários voos passando pela Coreia e pelo Japão. Anexei novamente todos os documentos e fiquei à espera.
Fomos às 11:30 levantar os passaportes, aproximámo-nos da janela da rua onde avisamos da nossa chegada, e tinham os passaportes lá carimbados.
Foi mais moroso do que esperávamos, pois mesmo tendo tudo preparado, colocaram-nos problemas pela questão da idade. Para que o tenham em consideração se pensarem candidatar-se com 30 anos e entrar com 31. Como comentei, nós conhecemos muitos casos que o fizeram, mas se a pessoa que vos atende diz que não é assim, não há muito mais a fazer, para que tenham um plano B nestes casos.
Venham com tempo e paciência, nós confiámo-nos que poderia demorar 2 dias, segundo alguns testemunhos que vimos, finalmente foram 5.
Documentos que lhe foram solicitados
José apresentou os seguintes documentos:
- Formulário VIDEX.
- Currículo em inglês e alemão.
- Carta de motivação em inglês e alemão.
- Reserva de alojamento.
- Voo para a Alemanha.
- Seguro de saúde.
- Extratos bancários dos últimos três meses.
- Comprovativo de fundos (aproximadamente 5.000 €).
- Certificado de antecedentes criminais do Chile (embora inicialmente não fosse um requisito obrigatório).
Durante a entrevista, também lhe solicitaram documentação adicional que não esperava:
- Visto australiano.
- Certificado de diploma universitário.
Não foi necessário utilizar traduções certificadas; o currículo e a carta de motivação foram traduzidos utilizando o ChatGPT.
Comprovativo de fundos
José apresentou aproximadamente 5.000 euros por pessoa mediante extratos bancários históricos dos últimos três meses.
Inicialmente utilizou contas bancárias chilenas e, posteriormente, quando a embaixada solicitou a demonstração de fundos adicionais para a sua parceira, apresentou também uma conta da Wise.
Embora a embaixada não tenha mencionado um valor mínimo específico, analisou cuidadosamente o histórico bancário e solicitou informações adicionais antes de aprovar o pedido.
O seguro de saúde
Para cumprir o requisito do visto, José contratou um seguro de saúde com Mawista. (Aqui podem contratá-lo)
A entrevista
A entrevista foi realizada inteiramente em inglês.
Algumas das perguntas que recebeu foram:
- Porquê solicitar o visto em Banguecoque e não em outra embaixada na Ásia?
- Qual tinha sido o seu itinerário após o Working Holiday na Austrália?
- Qual seria a sua rota antes de chegar à Alemanha?
- Quando foi a última vez que visitou o Chile?
- Quanto tempo tinha permanecido na Austrália?
Embora o processo tenha sido claro, a quantidade de perguntas foi superior à que esperava.
Quanto custou o processo?
A taxa do visto foi de aproximadamente 2.800 baht tailandeses (cerca de 75 €) por pessoa.
Adicionalmente, devido ao problema relacionado com a idade do seu parceiro, tiveram de modificar voos, alojamento e seguro de saúde, gerando despesas adicionais que não tinham inicialmente previsto.
Resultado: Quanto tempo demorou a aprovação?
A consulta ocorreu em 4 de março de 2026.
O 10 de março de 2026 ambos já tinham o visto aposto nos seus passaportes.
No total, o processo de aprovação demorou 6 dias.
Conselhos para futuros candidatos
José partilha várias recomendações para aqueles que estão a pensar candidatar-se ao Working Holiday Alemanha a partir do estrangeiro:
- Planear com antecedência suficiente a demonstração de fundos.
- Não deixe o processo para a última hora se estiver perto da idade limite.
- Leve toda a documentação possível, mesmo aquela que não figure como obrigatória, pois poderá ser solicitada durante a entrevista.
- Ter um plano alternativo caso a embaixada solicite a alteração de voos, alojamento ou datas de entrada.
O seu maior aprendizado foi não confiar no requisito de idade. Embora conhecesse outros casos em que puderam entrar com 31 anos, a decisão final dependeu do funcionário que analisou o seu pedido. Por isso, recomenda deixar uma margem suficiente entre o pedido e a data prevista de entrada na Alemanha para evitar situações de stress desnecessárias.
URUGUAI
Resumo rápido
Dado | Informação |
|---|---|
Idade | 30 anos |
Aplicou de | Uruguai |
Data de pedido | Abril 2026 |
Aplicou-se sozinha | Sim |
Fundos apresentados | 3 800 USD |
Seguro de saúde | Assistência Go (Aqui podem contratá-lo) |
Tempo de aprovação | 4 dias |
A preparação antes da aplicação
Segundo a Lucía, o aspeto que mais a preocupava era comprovar os fundos económicos exigidos pela embaixada.
“O mais difícil de organizar antes de pedir a vez foi a demonstração de fundos.”
No total, dedicou cerca de quatro meses à preparação de toda a documentação necessária.
Como conseguiu a consulta
Conseguir uma consulta foi uma das partes mais demoradas do processo.
A Lucía esteve aproximadamente dois meses à procura de disponibilidade por conta própria sem sucesso. Finalmente decidiu contratar um gestor e conseguiu uma consulta após duas semanas.
Desde que obteve a consulta até ao dia da entrevista, teve de esperar quase dois meses.
Como foi a experiência na embaixada
A experiência foi muito positiva.
“Desde o guarda de segurança até à cônsul, foram super amáveis.”
Além disso, toda a atenção foi dada em espanhol.
Lucía comenta que inicialmente estava preocupada porque tinha ouvido dizer que a cônsul não falava espanhol, mas no seu caso foi atendida por uma funcionária alemã que falava perfeitamente o idioma.
Documentos que lhe foram solicitados
Estes foram os documentos apresentados:
- Formulário oficial de pedido.
- Passaporte e cópia.
- Cartão de cidadão e cópia.
- Certificado de registo criminal apostilado.
- Comprovativo de fundos.
- Movimentos bancários dos últimos 3 meses.
- Reserva de alojamento por,.
- Voo de ida.
- Seguro de viagem.
Ele não teve de traduzir nenhum documento.
O documento mais complicado
Os antecedentes criminais foram o trámite mais difícil.
Conforme explica, é necessário solicitar data com antecedência suficiente e ainda apostilá-los, pelo que o processo pode demorar pelo menos duas semanas.
Comprovativo de fundos
A partir de abril de 2026, a Embaixada da Alemanha em Montevideu exige a comprovação de um mínimo de 3.000 euros.
Lucía apresentou aproximadamente 3.800 dólares através de um extrato bancário.
Algo importante a destacar é que a embaixada analisou os movimentos bancários dos últimos três meses, independentemente de quando o dinheiro tenha sido depositado.
O seguro de saúde
Para o seu pedido utilizou:
- Assistência Go (Aqui podem contratá-lo)
A entrevista
A entrevista foi muito breve.
A cônsul fez apenas duas perguntas:
- Porquê a Alemanha?
- Porque vir para Frankfurt?
Não lhe foi solicitada documentação adicional nem surgiram perguntas inesperadas.
Quanto custou o processo?
As despesas diretamente relacionadas com o visto e o registo criminal foram de aproximadamente 100 euros.
No entanto, se forem incluídos:
- Voo
- Seguro de saúde
- Fundos necessários
Lucía estima que precisou de cerca de 5.000 dólares para completar todo o processo.
Resultado: Quanto tempo demorou a aprovação?
O visto foi aprovado em apenas 4 dias.
Desde que começou a poupar e a preparar tudo até receber a aprovação, estima que passaram aproximadamente seis meses.
Conselhos para futuros candidatos
Perguntámos-lhe o que faria de diferente se pudesse repetir o processo.
“Teria poupado mais dinheiro antes de vir. Embora tenha chegado ao fim, nas primeiras semanas fiquei bastante nervosa com a questão económica.”
Também recomenda:
- Realizar o pedido diretamente no Uruguai sempre que possível.
- Poupar mais do que o estritamente necessário para chegar com tranquilidade.
- Manter uma mente aberta e não fechar portas a oportunidades uma vez na Alemanha.
Quer partilhar a sua experiência?
Solicitou recentemente o visto Working Holiday para a Alemanha? Gostaríamos de conhecer a sua experiência e ajudar outros futuros candidatos a prepararem-se melhor para o processo.
Basta enviar-nos uma mensagem e responderemos com um questionário. Assim que este for preenchido, publicaremos a sua experiência no nosso site para que sirva de guia e inspiração a outras pessoas que estejam a ponderar dar o mesmo passo.
A tua história pode fazer a diferença para alguém que está a começar este caminho!
